domingo, 7 de junho de 2009

Personal Effectiveness

Eu deveria estar estudando Finanças de Longo Prazo, mas como a matéria me interessa profundamente, estou aqui ....a matar todo o tempo possível.
Até que chegue o dia de amanhã e meu estudo esteja atrasado, eu vá mal na prova....e depois fique em recuperação.

Poderiam me dizer: Cereja, onde está sua efetividade pessoal?

É contraditório ouvir de uma penca de pessoas que minha efetividade pessoal é um exemplo. Claro, mas somente com o que gosto de fazer. O que não gosto, postergo. Isso não é de todo efetividade pessoal.

Em resumo, não me usem de exemplo. Decepcioná-los-ei.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Alinhar expectativas é tudo!

Algumas associações acontecem na minha cabeça por ter visto algo......e então uma corrente de pensamentos chega a um determinado fim. Outras associações acontecem pq alguém me diz e alguma coisa que fica gravada........e se eu esqueço, certamente é pq isso não é importante =P

Umas das últimas associações que eu fiquei pensando por horas a fio, foi bem interessante na minha opinião.

Cheguei à conclusão de que nenhum sistema de Reconhecimento e Recompensa (motivacional) é totalmente satisfatório. Ele nunca vai chegar ao resultado esperado.
Pq acho isso?

É cientificamente comprovado que não é possível motivar pessoas por estímulos externos (ações motivacionais se encaixam nesses estímulos externos).....essas ações devem no mínimo ter alguma ligação com as motivações reais da pessoa. A motivação é algo essencialmente interno.

Se uma determinada pessoa não quer realizar alguma atividade ou não acha que será importante para si, não existe sistema de reconhecimento e recompensa que supra o problema de alguém não estar "internamente" motivado (e dizer que alguém esté internamente motivado é uma redundância). A essência do desempenho de alguém não está na motivação externa, ela está primeiramente ligada aos objetivos pessoais e ao quão benéfico é para a pessoa realizar uma determinada tarefa.

Nós não trabalhamos para uma empresa, ou para uma associação, não estudamos para uma faculdade.........nós fazemos tudo isso por nós mesmos, acreditando que essas atividades nos desenvolverão (por exemplo), e se não existe o link entre o o objetivo e o que a organização pode oferecer para suprir esse objetivo, não existe nenhuma ação motivacional que supra o problema de alguém estar desalinhado com a organização.

Portanto, não é possível achar que ações motivacionais trarão efeitos concretos.......se antes não se avaliar o quão alinhadas estão as expectativas das pessoas para com a organização.

A recompensa ou reconhecimento são estágios posteriores ao alinhamento; sem alinhamento, não há porque ter R&R. Este será inefetivo, ineficaz e ineficiente, pois a parcela da organização que irá atingir será tão pequena (em termos de retorno prático em desempenho) que não permitirá equiparar os gastos feitos com ações motivacionais.

Enfim, terminei mais um dos meus devaneios.

domingo, 1 de março de 2009

Des-culpa

Mais um pensamento randômico:

Fui pedir desculpas pra alguém há alguns dias atrás, e, enquanto eu fazia isso, pensei: putz, isso não faz sentido!

Desculpar é não-culpar, tipo "não culpe a mim".........mas eu era culpada!!

Aí eu disse que eu não pediria mais desculpas caso eu fosse culpada; nesses casos eu pediria perdão, pq não necessariamente diz de quem era a culpa por um determinado acontecimento.

Tá, era isso.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Onde foi parar minha veia...?

...minha veia literária?

Pois é, sempre fui elogiada pelas minhas escritas. No mínimo 4 professores disseram que eu tinha que ser escritora ou coisas afins.
Não, não sou convencida.

Atualmente, estou bastante desconvencida: vou escrever e só sai merda; ando comentendo erros de português.

Inclusive sou quase uma Guimarães Rosa. Invento neologismos, novas conjugações, junções de palavras e conceitos. E isso não é brilhantismo, é falta de exercício de escrita e oratória mesmo!!

Administradora, Eu?

Semana passada eu fui pra São Paulo, numa cidadezinha chamada Itapecerica da Serra. Uma coisa desordenada, feia, com passagens estreitas e muitos fios de luz feios pendurados....uma cidade encarrapitada no meio da mata.
Chovia lá e fazia um pouco de frio. Mal tinha eu levado roupas para o frio.

Sei que em vários momentos me enfiei em garrafas de Vodka, dormi pouco, assisti pacientemente a muitas sessões e fui bem metida em outras. Um verdadeiro exercício físico e mental. Um dos resultados é que meu olho não pára de piscar há 1 semana. Não sei se está relacionado ou não, mas passei uma semana de stress intrínseco pós-conal.

Enfim, estava eu indo pra SP de bus. 16 horas sentada. Passei algumas ouvindo música, outras pensando se lia ou não o livro que eu levei (Inês de Minha Alma da Isabel Allende), outras olhando a paisagem enquanto ouvia Jorge Drexler. Aliás, há tempos eu não sentia arrepios ao ouvir música. Agradeço ao Jorge a volta dessa sensação! Agradecia um tanto também, por estar longe de POA, como se tivesse deixado pra trás problemas.....que voltariam com a minha volta.

Ao estilo "caguei" eu fui pra SP. Não sabia que ônibus pegar da rodoviária pra Itapecerica. Não sabia onde descer....enfim, não me lembro. E confesso que não estava muito preocupada, porque no fim, essas coisas sempre deram certo comigo. Tenho medo é de tranferir o estilo "caguei" para outras áreas da vida.
Enquanto eu viajava, eu obviamente olhava a paisagem, porque não tinha muito mais o que fazer. E me peguei várias vezes pensando: mas que hotel feio, como será que se mantém?
ou..
Quantos funcionários será que tem essa lancheria? Será que consegue pagar o salário e mercadorias e ainda existir?

Inúmeras vezes fiquei também observando as mobílias dos lugares que o ônibus parava.....aí eu imaginava a hora em que foram comprados....no capital de giro que o dono tinha que ter....na necessidade de capital de giro dele.....na margem, que no início do negócio devia ser baixíssima....em cada mínima compra, um custo lançado.....e muito provavelmente, mal calculado.

Lembro também de outra vez em que fui pra Gramado com meus colegas. Aí estávamos vendo uma fábrica de chocolates...e eu disse: hum, boa maneira de aumentar a produtividade, colocando pessoas produzindo à vista de clientes.
Iochpe, então, ficou indignado comigo e disse: ah, que visão administrativa.

Acho que eu gosto mesmo de administração. Só que falta prática, falta ver processos errados, resultados não-alcançados....aí sim eu posso avaliar se sou administradora. Por enquanto, eu não sou. Mintzberg talvez gostasse das minhas palavras.

Quem quiser me contrariar, me contrarie, mas administração é uma das atividades mais completas que existe, mesmo gostando muito de outros áreas do conhecimento.


Trilha Sonora de hoje: Un País con el nombre de un río

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Transferências de Informações e Viagens de Sexta

Um dia eu estava sentada nos banquinhos da EA conversando com o Igor, quando cunhei uma expressão, pois eu não lembrava de nada melhor que isso: transferência de informação. Ora, é somente a junção de duas palavras. Na realidade acho que eu queria dizer fluxo, mas fui no conceito e disse "transferência de informação".

Igor, então, riu e disse que eu freqüentemente vou no conceito das coisas, e por causa disso as pessoas não entendem o que eu quero dizer. Basicamente, me esforço duas vezes mais que outras pessoas pra me fazer compreender, pois penso coisas, por vezes, tão aleatórias que é difícil expressar em palavras.

Eu andava pensando, então, esses dias antes de dormir que nunca nunca nunca vamos dizer o que pensamos e que nunca nunca nunca vamos entender exatamente o que uma pessoa quis nos dizer. Por que?
Aliás, eu já disse isso num post anterior, mas creio que falar ou escrever, nunca expressa totalmente nosso pensamento. É como se fosse uma transferência de informações de algo não-padronizado para algo padronizado / do pensamento para a língua / da imaginação para palavras. É como se fosse tentássemos exprimir sinapses numa ordem lógica, coerente e padronizada que criamos pra nos comunicarmos (no nosso caso, a língua portuguesa).
Li algo assim num livro do Foucault....e recentemente num outro também.
Provavelmente esses autores me pregariam na cruz por banalizar tanto o conceito que eles disseram, mas sei lá......vale tudo no blog da Cereja =)

E nessa conversão, perdemos informações, deliberada ou não deliberadamente. De fato, muitas vezes, dizemos coisas que não condizem com o que pensamos (deliberadamente), noutras simplesmente omitimos informações (tb deliberadamente) e, numa terceira opção, dizemos o que pensamos, mas o fato de transferir isso para palavras regradas uma após a outra já faz com que isso não seja exatamente o que pensamos (não deliberadamente).

E para a pessoa que escuta? Ela vai interpretar o que é dito, pois a linguagem foi padrão e ela entendeu, isso foi transferido para o pensamento e ela interpretou. Mais uma quebra no fluxo....
Falar e ser escutado, então, se resume em duas grandes quebras no fluxo ou transferência de informação. Uma vez quando eu falo, e uma segunda vez quando o outro escuta e interpreta.

Fiquei tão feliz em ler essas palavras do Pasquale Gagliardi (um pesquisador de organizações) depois de pensar essas loucuras. Ele disse:
existe uma infinidade de coisas que conhecemos e não podemos expressar por palavras; no exato momento em que a mente dá unidade à experiência por meio de conceitos formulados por palavras, o conhecimento fica irremediavelmente reduzido. A linguagem das palavras, em sua função literal e meramente ilustrativa, é a mais excelente ferramenta para um exato raciocínio, mas é falsamente frágil em sua discursividade, na ordem linear das palavras, alinhando uma após outra como contas de um rosário.

Lindo, não?

Será que conseguiríamos viver num ambiente em que se diz tudo que se pensa, em prol de reduzir ao máximo o "reducionismo" intrínseco do discurso?
O que é pior? Reduzir, omitir coisas, e não dizer tudo em prol de uma "harmonia" entre pessoas? Ou não reduzir e evitar maus entendimentos, com a conseqüência de uma possível desarmonia por dizer tudo?

Acho que vou dormir!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cabelo pós-moderno

Que grande merda que eu fiz no meu cabelo!
Se eu deixasse, a cabelereira me deixaria com mais mechas loiras ainda.

Disse eu a ela:
- quero luzes discretas, mas não quero mudar a cor do cabelo.
- ah, sem problemas. Vai ficar lindo.

Então....lindíssimo ficou meu cabelo (obviamente, estou sendo irônica).

Seguindo, então, a proposta desse blog que é viajar na maionese, não ser necessariamente coerente e dizer o que vem à cabeça, vamos lá!

Para Zygmunt Bauman, os homens vivem em um contexto pós-moderno ambivalente e líquido. Podemos ser o que quisermos, podemos trocar de identidade quando quisermos, podemos estreitar ou afrouxar laços humanos com grande facilidade. Ao mesmo tempo em que isso torna as coisas e as relações frágeis, sempre passíveis de um rompimento, a identidade das pessoas também se fragiliza.

Mas que raios tem o meu cabelo a ver com isso?
É um cabelo pós-moderno (haha).
É muito fácil virar loira, morena, ruiva, azul, qualquer coisa. No Egito Antigo eu só poderia passar um kohl nos olhos (uma tinta pra pintar os olhos), ao contrário do contexto pós-moderno em que eu posso fazer o que eu quiser. Temos muitas opções e todas elas são possíveis.
Isso é ótimo mas colabora para que as pessoas que estão sempre mudando, percam sua identidade. Sendo que é mais provável que essa perda de identidade seja mais uma causa do que conseqüência.

Muda-se tudo, de maneira que, ao final, a criatura já não sabe mais quem é, nem quem quer ser.

Não é esse o meu caso ao pintar o cabelo (confesso que estou sendo dramática), é apenas brainstorming.....